2 Comments

  1. zepovinho

    Fenomenal!!!

    Algures pare o fim estava a perguntar-me: “E um empréstimo de habitação.”
    E tu vais e pimba!

    Ora aqui tenho um dilema para ti.

    As pessoas têm muito a mania de dizer que mesmo que tenhas dinheiro poupado para pagar a casa é melhor pedir um empréstimo. Nunca consegui perceber a lógica disso. Como se pode explicar isso?

    No caso de um mercado com estes valores:
    Juros empréstimo habitação = 2,5%
    Juros conta poupança = 1%

    Não consigo imaginar como é que ter o dinheiro no banco é melhor do que pagar a casa.

    Uns dizem que eu não percebo nada e que conta poupança é para velhos. Tenho é de fazer bons investimentos. Quando pergunto o que isso significa a reposta é invariavelmente investimentos de risco camuflados em certezas financeiras que já todos sabemos que não existem.

    Outros gritam: “O que conta são os benefícios fiscais.” Já pedi pare me explicarem isso muitas vezes mas nunca consegui perceber. Será que estou a ser alavancado? Isto no meu tempo chamava-se ser enrabado, mas esse termo desde que foi diversificado virou boas noticias.

    Quem pode, dever pagar ou não?

    • luistinocoazevedo

      Olá Zé Povinho,

      Cada caso é um caso, está nos planos um post: “será que o Álvaro deve comprar casa?” e aí vou analisar mais em detalhe quais o principais fatores a ter em consideração na compra de uma casa: rácio preço de compra/preço de aluguer e rácio preço de compra/ salário médio.

      Ter dinheiro para mim faz sempre sentido numa estratégia de diversificação de investimento, a posse de uma casa tem falta de uma característica essencial que é a liquidez. Se não tens um fundo de emergência e te acontece algo inesperado, ter uma casa paga pode não te servir de muito (dependendo da fase do ciclo económico em que te encontras, pode ser muito difícil vender).

      Em relação aos benefícios fiscais, tendo em conta a estabilidade e previsibilidade das políticas fiscais dos governos nos últimos 20 anos em diria para nem sequer colocar na equação. Tomar uma decisão tão importante e de tão longo prazo com base num critério que muda a cada resgate do FMI/ mudança de governo/ mudança de opinião do partido do governo, etc.. é insensato.

      Respondendo à pergunta em concreto: na minha opinião, mesmo no caso dos juros do empréstimo serem superiores, não deves contrair o empréstimo até constituíres um fundo de emergência que te vai permitir manter sempre alguma liquidez.

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